A pintora norte-americana Georgia O’Keeffe (1887-1986) sabia lidar com as condições inóspitas do sudoeste dos EUA, com seu calor intenso e terreno irregular.
Suas roupas contam parte da história -jeans rotos nos joelhos e tênis gastos. Suas cartas escritas a mão dizem ainda mais sobre a poeira, picadas de mosquitos, tempestades imprevisíveis e o esforço repetido para chegar a alguns dos pontos mais isolados do Novo México.
Esses itens, juntamente com apetrechos de acampamento e fotos tiradas por amigos da pintora durante algumas de suas aventuras ao ar livre, fazem parte de uma exibição que será inaugurada amanhã, no museu Georgia O’Keeffe, em Santa Fé. A mostra, que deve ficar em cartaz por um ano, destaca os trechos de deserto que ela chamava de “The Faraway” (algo como “o distante”) e as pinturas inspiradas por eles.
“O ambiente único do sudoeste sempre foi uma musa para ela e continuou a oferecer inspiração sem limites até o fim de sua vida. Mas como ela fez isso e como foi difícil é um assunto sobre o qual não falamos de verdade”, afirma Carolyn Kastner, curadora associada do museu.
Os curadores transformaram uma galeria em uma fatia da região árida no noroeste do Novo México com uma fotografia panorâmica do local que O’Keeffe chamava de “Black Place” (lugar negro), onde montes de argila exibem vários tons de negro e cinza.
| Associated Press | ||
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| A pintora norte-americana Georgia O’Keeffe é fotografada em viagem pelo Novo México |
A barraca que O’Keeffe e sua amiga Maria Chabot usaram durante uma viagem à área está na exibição, junto com lanternas e utensílios para cozinhar.
Barbara Buhler Lynes, curadora do museu e diretora do Centro de Pesquisas O’Keeffe, afirma que a artista foi capaz de desenvolver uma relação pessoal com o sudoeste do país em suas viagens para acampar e praticar “rafting”. Foi por meio dessas experiências, segundo Lynes, que O’Keeffe percebeu seu espírito independente e senso de aventura.
A exibição “Georgia O’Keeffe and The Faraway: Nature and Image” foi organizada pelo museu O’Keeffe e pelo National Cowgirl Museum and Hall of Fame, no Texas, onde foi apresentada em 2009.
Os visitantes podem esperar por algumas surpresas na mostra, de acordo com Kastner. Entre elas, duas pinturas, fotografias e documentos referentes a uma viagem de dez dias feita por O’Keeffe, até o rio Colorado, por meio do cânion Glen, quando ela estava com 74 anos.
A mostra coincide com a primeira vez em que artistas podem pintar e desenhar na propriedade de O’Keeffe em Abiquiu, no Novo México.
Após a sugestão de um empregado, o museu decidiu compartilhar a vista do vale do rio Chama que O’Keeffe tinha de seu jardim.
Georgia O’Keeffe and The Faraway: Nature and Image
QUANDO até 5 de maio de 2013
ONDE Georgia O’Keeffe Museum (217 Johnson Street, Santa Fé, Novo México, EUA)
QUANTO US$ 12 (R$ 23,29)
DA ASSOCIATED PRESS
Recortada por telhados de um cubismo espontâneo e atravessada por ruas sinuosas, Olinda tem sua vocação resumida nas palavras do poeta pernambucano Carlos Pena Filho (1929-1960): “Olinda é só para os olhos/ Não se apalpa, é só desejo./ Ninguém diz: é lá que eu moro./ Diz somente: é lá que eu vejo”. O casamento da cidade com as artes plásticas começou entre os anos 1950 e 1960.
Literatura, música e exposições marcam o calendário olindense
Delicie-se com macaxeira, queijo de coalho e tapiocas
Ladeiras de Olinda abrigam pequenos museus
História de Olinda remete ao início da colonização brasileira
Veja galeria de fotos de Olinda
A migração artística foi estimulada pelo então prefeito Eufrásio Barbosa e o secretário de Cultura Vicente do Rêgo Monteiro, único pernambucano a participar da Semana de Arte Moderna de 1922. A eles, juntou-se Ypiranga Filho, no início dos anos 1960.
| Pedro Carrilho/Folhapress | ||
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| Mural na rua do Amparo, em Olinda |
Os artistas fundaram o Movimento da Ribeira, que se desdobrou em ateliês, oficinas, espaços expositivos e tornou-se o centro nervoso da vida cultural pernambucana. Quando Barbosa foi afastado da política pelo golpe de 64, os artistas ficaram na cidade, tida como refúgio mais seguro que o Recife para o livre pensar e a produção de arte.
Uma delas pode ser vista na rua de São Bento, 154. Lá funcionou o Ateliê 154, que ganhou uma porta em madeira talhada pelo escultor José Barbosa. A maioria desses traços, porém, é subjetiva e pode ser vista no modo gregário como os moradores do sítio histórico se relacionam com a cidade e com as artes.
DE SORTE MESMO
O nome mais cultuado entre artistas é o do gravurista Gilvan Samico (leia à pág. F5), conhecido pela sua simpatia contraditoriamente reclusa. É preciso tempo e sorte para ser presenteado com seu bom humor.
O ponto oficial de venda de suas obras é o Sobrado Espaço Cultural. Não raro -e sem muita explicação-, algum comprador escolhe a peça diretamente em sua residência.
Se o sujeito for de sorte mesmo, como se diz em Pernambuco, encontrará por lá também Célida Samico, mulher do artista, que coloca tarô. Para quem mostra um tantinho de gosto por lendas e mitos, ela sorri para falar sobre o tema e explicar em quais histórias ancestrais foram baseadas as obras do marido.
No terceiro andar do sobrado fica o ateliê do artista, seus esboços, projetos futuros, matrizes e a prensa na qual imprime suas gravuras, com a ajuda do filho e também artista Marcelo Pelegrino.
Na rua do Amparo, ficam casa e ateliê de Tereza Costa Rêgo. Mais afeita a festas, é uma mulher com a vida marcada por tragédias -exilada política, perdeu o marido ao voltar para o Recife. Suas obras retratam cenas de bordéis e marcos da história sociopolítica nacional em tons de vermelho e amarelo.
Olinda também é a casa de João Câmara, que, apesar de não apresentar mais suas pinturas na Cidade Alta, ainda mantém dois casarões na ladeira de São Francisco.
Num passeio a pé, que vai do Amparo e passa pela Sé, estão os ateliês e residências de Maria Carmen, Guita Charifker e Luciano Pinheiro.
São olindenses históricos, que adotaram a cidade nos anos 60. Maria Carmen e Guita são vizinhas. A primeira retrata cenas cotidianas, a segunda privilegia em suas obras a botânica brasileira.
Luciano é um pintor e gravurista de muitas faces, cujas telas têm combinação forte de formas orgânicas e cores, como um Rothko tropical.
Fonte: Da Folha.com
Leia no caderno de Turismo da Folha desta quinta-feira reportagens sobre o País de Gales, que recentemente inaugurou uma trilha de 1.400 km que percorre todo o seu litoral.
Batizado de Wales Cost Path, o caminho pela costa exige planejamento. A rota passa por lugares como a capital galesa, Cardiff, e as cidades de Tenby e Laugharne.
Fonte: Da Folha.com
O número mundial de turistas internacionais superará pela primeira vez a marca de um bilhão este ano, anunciou o secretário-geral da Organização Mundial do Turismo (OMT), Taleb Rifai, durante uma reunião dos ministros do setor nos países do G20.
“Este ano teremos mais de um bilhão de turistas. Isto significa um sétimo da humanidade. Isto nunca havia acontecido na história”, afirmou Rifai na reunião que acontece em Mérida, leste do México.
Rifai disse que os resultados são mais positivos que os inicialmente previstos e no primeiro trimestre do ano apontam um crescimento de 5,8% no fluxo de turistas, acima das estimativas de entre 3% e 4% para todo o ano. Em 2011, o número de turista chegou a 980 milhões.
O secretário-geral da OMT destacou que o número positivo também representa um desafio para os governos e autoridades, que devem utilizar “o poder e a capacidade da indústria de viagens para expandir o bem-estar entre a população geral”.
| Lalo de Almeida – 16.dez.2011/Folhapress | ||
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| Passageiros no saguão do aeroporto internacional de Guarulhos (SP); turistas serão mais de um bilhão este ano |
DA FRANCE PRESSE
Um número crescente de estrangeiros peregrinam e vivem em escolas de kung fu nas montanhas chinesas de Wudangshan, berço do taoísmo, cuja fama aumentou nos últimos anos graças ao cinema, pois o local foi um dos cenários principais de “O Tigre e o Dragão” e da última versão de “Karatê Kid”.
O encantamento com Wudangshan, situada na província de Hubei, na China, e declarada Patrimônio da Humanidade em 1994, acontece não só por suas paisagens naturais, mas também por sua história, por ser um dos lugares de surgimento do taoísmo e das artes marciais.
Conta a lenda que foi em Wudangshan que o imperador Zhen Wu, conhecido entre os taoístas como “o lutador perfeito”, desenvolveu as artes marciais, alcançando depois a imortalidade e se transformando no deus da montanha.
A magia das artes marciais de Wudangshan também se liga ao monge Zhang Sanfeng, que aparentemente após observar em seus sonhos como uma serpente resultou vitoriosa após brigar com uma ave, inventou o tai chi chuan, arte que trabalha a força interior.
| Wikimedia Commons | ||
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| Monastério taoísta construído no topo das montanhas em Wudangshan, na China |
Wudangshan é também um antigo e complexo conjunto arquitetônico formado por nove palácios, 36 mosteiros, 72 templos e numerosas pontes, residências e ermidas, tudo isso construído desde meados da dinastia Tang (618-907) até a dinastia Qing (1368-1644).
A beleza arquitetônica e sua tradição em artes marciais e filosóficas são as principais razões pelas quais muitas pessoas se dirigem à montanha.
Hoje, mais de dois milhões de pessoas visitam Wudangshan anualmente, vindas de todas as partes do mundo, interessadas em admirar suas paisagens, escalar suas montanhas (a mais alta tem 1.612 metros de altura) e conhecer as ervas medicinais locais e a literatura taoísta.
DA EFE
A rainha Elizabeth 2ª e seu marido, o duque Philip de Edimburgo, assistirão na quarta-feira (25) à reabertura oficial do histórico veleiro Cutty Sark, gravemente danificado por um incêndio em 2007 e que depois de mais de cinco anos de trabalhos de restauração estará novamente acessível ao público.
Cerca de US$ 80 milhões foram investido na minuciosa reforma do barco-museu que, desde 1964, está exposto no dique a seco na histórica localidade de Greenwich, considerado patrimônio mundial da Unesco.
O Cutty Sark, montado em 1869 na Escócia, é o último exemplar dos “tea clippers”, veleiros leves que transportavam carregamentos de chá e outros produtos entre as colônias de ultramar britânicas e a metrópole na segunda metade do século 19.
Era conhecido por ter batido um recorde de velocidade, um fator decisivo para este tipo de barco e que contribuiu para o domínio marítimo britânico.
Fechado em 2006 para ser reformado devido à corrosão, a embarcação ficou gravemente danificada em maio de 2007 por um incêndio provocado aparentemente por um curto-circuito.
| Leon Neal/France Presse | ||
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| Veleiro britânico Cutty Sark, que foi danificado durante incêndio em 2007 e agora reabre ao público |
Fonte: Da Folha.com
O tráfego de passageiros de avião aumentará na América Latina 7,2% em 2012, gerando lucros de US$ 100 milhões para as companhias aéreas, informou em Santiago a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).
“O prognóstico de crescimento de tráfego de passageiros para a região é de 7,2% em 2012″, afirmou em uma coletiva de imprensa Tony Tyler, diretor-geral da IATA, no âmbito da Cúpula Latino-Americana e do Caribe de Aviação, em Santiago.
A IATA, que rebaixou a previsão de lucros para as companhias aéreas internacionais devido à alta prolongada do preço do petróleo, prevê que os lucros para as companhias aéreas latino-americanas ficarão em US$ 100 milhões em 2012.
Segundo Tyler, a Argentina registrará um crescimento no setor de 7,6% neste ano, enquanto o tráfego de passageiros na Colômbia crescerá 7,6%, 6,5% no México e 6,3% no Equador.
O Chile – o país da região no qual seus cidadãos mais viajam de avião – aumentará em 7,8% seu tráfego aéreo de passageiros, a mesma porcentagem de crescimento que se prevê para o Peru.
Enquanto isso, o número para o Brasil será de 7,5% em 2012, e espera-se que esta porcentagem se modere a 7,4% até 2015.
| Luis Moura/Folhapress | ||
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| Passageiros no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP) |
Para a IATA, as recentes privatizações de aeroportos no Brasil “pretendem acelerar a materialização de investimentos em infraestrutura aeroportuária com a aproximação do Mundial de futebol de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016″.
Tyler criticou os elevados preços pagos pelos investidores dos últimos aeroportos concessionados no Brasil, e afirmou que “os investimentos devem ser recuperados mediante uma maior eficiência que permita um crescimento do tráfego, não mediante taxas mais elevadas às companhias aéreas”.
A IATA agrupa 240 companhias aéreas de 130 países, que representam 94% do tráfego aéreo internacional.
DA FRANCE PRESSE
Banho de mar é apreciado por causa da maré calma em Praia do Forte (Foto: Ida Sandes/G1)
Os principais atrativos de Praia do Forte são as visitas às tartarugas marinhas preservadas pelo Projeto Tamar, a observação de baleias em alguns períodos do ano no Instituto Baleia Jubarte, além do banho de mar relaxante nas piscinas naturais ao longo da costa. O passeio pode começar por uma agradável caminhada na vila que se modernizou ao longo dos anos e hoje reúne grifes e restaurantes de todo o mundo. O clima é acolhedor, com ruas de pedra, arborizadas e bem sinalizadas.
(O G1 faz uma série de reportagens sobre turismo em todos os estados onde está presente. Se você tiver dicas de destinos no estado, com descrição e fotos, envie ao VC no G1.)
O Castelo Garcia D’Ávila com sua construção datada de 1551 completa o quadro de atrações mais famosas e que hoje representa um dos principais monumentos do patrimônio histórico e cultural brasileiro, em estilo medieval.

Ir até a Praia do Forte não é difícil. De carro, o percurso, partindo do aeroporto de Salvador, é de cerca de 50 quilômetros. A praia é um distrito do município de Mata de São João, na região metropolitana da capital. A pista é dupla na maior parte do trajeto, bem conservada e a paisagem é convidativa ao longo da BA-099 (Estrada do Coco), que dá acesso ao Litoral Norte da Bahia.
A concessionária CLN administra a rodovia e mantém um posto de pedágio com valores para veículos de passeio que variam entre R$ 4,60 (dias úteis) e R$ 6,90 (fins de semana e feriados). Outra opção é utilizar o transporte coletivo, com saídas disponíveis no aeroporto e na rodoviária da capital.
A vila é o cartão de visitas e, em meio a algumas poucas casas de moradores que resistem às mudanças, diversas lojinhas mostram aos turistas o artesanato produzido a partir do talento local. São chapéus, bolsas, redes, peças de renda e objetos de decoração que levam as características locais. Entre uma compra e outra, as tradicionais cocadas adoçam o clima do passeio.
Não demora muito para que, ao final da caminhada, os visitantes sejam presenteados com um visual encantador de mar azul e calmo. As piscinas naturais entre as pedras são atrativas para quem quer um banho apenas para descansar ou divertir as crianças. Quem não tem fôlego de chegar até a praia a pé pode optar pelas charretes guiadas por moradores, que cobram entre R$ 10 e R$ 15.
Muitas vezes, quem cansou de um dia inteiro no mar aproveita a mordomia para chegar até a pousada ou ao estacionamento. Outra opção de pausa no passeio é aproveitar os deliciosos sorvetes, sucos e bebidas geladas para encarar o tempo quente. O calor é convidativo e predomina durante quase todo o ano. As sombras das árvores ao longo do percurso completam a beleza do trajeto.
A Igreja de São Francisco, padroeiro de Praia do Forte, funciona na praça central. O templo realiza missas e abriga obras de arte do artista plástico Carlos Bastos. As celebrações são realizadas às terças-feiras e quartas-feiras às 19h30; aos sábados, às 19h; e aos domingos, às 10h.

Pontos turísticos
O forte que inspira o nome da praia é o ponto mais alto do distrito e fica logo na entrada de Praia do Forte. As placas indicam o caminho a seguir. O Castelo Garcia D’Ávila é considerado a primeira edificação portuguesa de arquitetura residencial militar no Brasil e ganha destaque entre os atrativos de Praia do Forte. O passeio ao local no fim da tarde, quando as luzes do pôr-do-sol dão um colorido especial ao lugar, pode render boas fotografias ao visitante. As ruínas do castelo com características medievais é a única construção do gênero em toda a América.
O contato com a natureza dá prosseguimento ao programa turístico. O Instituto Baleia Jubarte faz um trabalho de monitoramento e preservação de baleias da espécie jubarte, que podem ser vistas de perto em alguns períodos do ano no litoral da Praia do Forte. Passeios para a contemplação dos mamíferos em alto mar são organizados por agências de turismo locais. As orientações sobre os hábitos de vida desses animais, além de informações sobre o ecossistema marinho são dadas no instituto antes dos visitantes embarcarem para o passeio.

Em Praia do Forte também está sediada uma das unidades do Projeto Tamar, uma entidade especializada na preservação de tartarugas marinhas na Costa Litorânea da Bahia. O local pode ser visitado diariamente, das 9h às 17h30. No verão, o período de funcionamento é ampliado das 8h30 às 19h. A entrada custa R$ 16 (adultos). Crianças de 6 anos até 17 anos pagam meia-entrada mediante apresentação de documento que comprove a idade. Menores de 6 anos não pagam para entrar.
Quem prefere um passeio com mais emoção pode conhecer a Reserva Ecológica Sapiranga. A área abriga animais silvestres, além de orquídeas, bromélias e outras plantas nativas em 600 hectares de Mata Atlântica preservados. O passeio é ótima opção para quem curte turismo de aventura e quer estar em contato com a natureza. Há trilhas sinalizadas que podem ser feitas a pé, de bicicleta ou em quadriciclo.

Onde ficar
Praia do Forte possui aproximadamente 35 opções de hospedagem, entre pousadas, hotéis, dois resorts e um albergue com preços variados. Todas as acomodações ficam próximas aos principais pontos turísticos, à praia, restaurantes e as atrações noturnas. O albergue (hostel) contempla a opção para gastar menos durante a estadia sem deixar de lado o capricho para receber os hóspedes.
É possível encontrar quartos para casal com o conforto do ar condicionado. No período da alta estação (de 15 de dezembro a 15 de março), a diária é de R$ 195. No mesmo tipo de acomodação com ventilador, o preço cai para R$ 30. Quem não se incomoda em dormir nos quartos coletivos desembolsa R$ 50 (por pessoa) por uma diária – há quarto para até seis hóspedes. Com o fim da alta estação, esses preços são reduzidos em cerca de 40%. No período do carnaval e réveillon os preços sobem bastante.
Os dois resorts de Praia do Forte, Tivoli Ecoresort e o Iberostar Hotels & Resorts dão o tom de requinte para quem não dispensa o luxo e a sofisticação no contato com a natureza. A entrada do Tivoli fica na rua principal que dá acesso à vila. Já para chegar ao Iberostar é preciso seguir cinco quilômetros adiante da entrada principal de Praia do Forte pela BA-099. A estrada é bem sinalizada e o visitante encontra facilmente o acesso ao resort, à direita da via.
A estrutura dos estabelecimentos é composta por instalações luxuosas que prezam o contato com o meio ambiente, além de spa, acesso privilegiado à praia, suítes com vista para o mar, recreação para crianças e espaço para eventos.

Gastronomia
Quando o assunto é gastronomia, em Praia do Forte o cardápio vai da culinária baiana à internacional. Seja ela italiana, japonesa ou francesa, a vila de pescadores dispõe de uma grande variedade de restaurantes e bares. Há alternativa para quem procura fast food, para quem prefere desfrutar de um ambiente aconchegante e sofisticado ou para quem queira apreciar a comida regional em local com ambientação mais rústica.
No entanto, o que muita gente não dispensa quando vai à Praia do Forte é o famoso bolinho de peixe do Bar do Souza, um dos mais tradicionais do balneário. O estabelecimento tem duas unidades, uma na vila e outra no Projeto Tamar com uma bela vista para o mar.
O G1 foi até o local aprender a receita do aperitivo carro-chefe da casa. Quem ensina é a simpática cozinheira Dona Rosa, que há 14 anos prepara o bolinho. “Com um limãozinho e uma pimentinha fica delicioso” , ela indica.
Bolinho de Peixe do Bar do Souza
Ingredientes:
4 kg de peixe desfiado (dourado ou olho de boi)
3 cocos secos
50 gramas de cebola
50 gramas de pimentão verde
100 gramas de coentro
100 gramas de salsa
sal a gosto
3 ovos
1 kg de farinha de rosca (farinha de pão)
Como fazer
Primeiro, bata o coco seco com um pouquinho de água no liquidificador para extrair o leite. Use uma peneira para coar o líquido. Em seguida, bata no liquidificador o leite de coco com a cebola, o pimentão, a salsa, o coentro e o sal. Bata os temperos aos poucos, a medida que couber no aparelho.
Agora é a vez de juntar os temperos batidos ao peixe desfiado. Dona Rosa dá uma dica: “Às vezes ficam uns talinhos grossos dos temperos que não devem aparecer na massa. Então aí precisa bater de novo as partes grossas no liquidificador.”
Mexa a mistura dos temperos batidos com o peixe desfiado. Você terá uma massa verde. Para dar liga à massa, acrescente os ovos e mexa bem, até os ovos “sumirem” na massa. Por último, adicione farinha de rosca aos poucos até criar uma boa consistência.
Para modelar o bolinho, use a palma da mão. Em seguida, mergulhe o bolinho numa bacia com óleo pré-aquecido para fritar. “O óleo deve estar aquecido para o bolinho cozinhar por dentro e ficar bem crocante”, reforça a cozinheira.
Fonte: Do G1 BA
Os vestígios das primeiras vítimas de armas de fogo encontradas na América serão exibidos pela primeira vez na exposição “Puruchuco. Rebelião inca”, onde é relatada a crueldade de uma batalha de 1536, quando a população nativa dos arredores de Lima enfrentou os primeiros colonizadores espanhóis.
Essa história estava enterrada até poucos anos atrás nas imediações do complexo administrativo e cerimonial de Puruchuco, que foi habitado pelas civilizações pré-colombianas cerca de 200 anos antes de Cristo.
O arqueólogo Guillermo Cock, curador da exposição e que recuperou esses guerreiros, declarou à Agência Efe que é “a primeira vez que esse material é amplamente exposto, embora sejam conhecidos apenas entre 15% e 20% do que o lugar esconde”.
A exposição, que poderá ser vista até julho no Museu da Nação, em Lima, narra os períodos históricos desse sítio arqueológico situado a leste da capital peruana que abriga “o maior cemitério pré-colombiano” do país após a passagem de diversas culturas.
Os três períodos de escavações realizados por Cock permitiram recuperar quase duas mil urnas funerárias da população que vivia nessa área.
Durante as pesquisas, foi constatado que cerca de 70 pessoas apresentavam sinais de ter recebido um enterro apressado e seus restos mostravam “marcas de uma violência extrema, que não havia sido registrada no Peru, por se tratar de vestígios de armas europeias”, disse Cock.
Esses restos pertencem aos quatro mil ou cinco mil nativos comandados pelo general Quisu Yupanqui que tentaram conservar “com muita força” seu território em uma batalha que teve como palco Puruchuco contra “120 espanhóis apoiados por outros dois mil ou três mil nativos”.
Um desses projéteis, que segundo Cock possivelmente procedia de uma espingarda espanhola do século XVI, atingiu a parte superior do crânio de uma das vítimas, cuja cabeça apresenta um grande buraco.
Outro personagem que se destaca, chamado de “Mochito” (“mutilado”) por Cock, foi enterrado com um pouco mais de cuidado do que seus companheiros e apresenta “inúmeros ferimentos e fraturas por pisadas de cavalo” até morrer “com uma lança na cabeça”.
As fotos exibem o processo de exumação de alguns dos corpos encontrados na área mais atingida pelo prolongamento da atual avenida Javier Prado, enquanto alguns infográficos representam a distribuição de construções do lugar com “estruturas maciças”.
O lançamento da exposição ocorre depois da polêmica provocada no início deste ano, quando a Prefeitura do município de Ate-Vitarte anunciou que ia cortar o sítio arqueológico de Puruchuco para fazer a ampliação da Avenida Javier Prado.
Depois do protesto de instituições como o Ministério da Cultura, a Prefeitura de Ate-Vitarte aceitou modificar o projeto para a construção de um túnel.
A diretora de Museus e Bens Móveis do Ministério da Cultura, Luisa María Vetter, afirmou, sobre o assunto, que a exposição pretende “reforçar a identidade dos peruanos diante de seus ancestrais e suas raízes” para cuidar do patrimônio cultural.
“Queríamos mostrar ao público que Puruchuco era um monte sagrado, onde havia arquitetura piramidal e cemitérios, principalmente no período inca, onde podem ser vistos parte dos nativos que morreram no confronto com os conquistadores”, destacou Luisa à Efe.
| Wikimedia Commons | ||
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| Fachada do Museu da Nação. Exposição sobre vítimas de armas de fogo relata rebelião inca contra espanhóis |
DA EFE
A exposição que o museu parisiense do Quai Branly abre nesta terça sobre a Patagônia vai muito além da geografia. As centenas de peças reunidas, entre gravuras, desenhos, mapas e livros, também mostram o impacto que a região exerceu no imaginário de seus visitantes ao longo da história.
“Patagônia, Imagens do Fim do Mundo”, em cartaz no museu dedicado a culturas não europeias da capital francesa, tem curadoria de Christine Barthe.
A exposição recorda que o território foi descrito pela primeira vez por Antonio Pigafetta, cartógrafo que acompanhou a primeira expedição de circum-navegação do globo.
A região foi matizada pelo próprio comandante da expedição, Fernão de Magalhães. Entusiasta de romances de cavalaria, o navegador associou o povo local ao gigante Pantagon, da obra “Primaleón”.
Livros antigos que retratam homens e animais imaginários da Patagônia incluem “Grandes Viagens” de Theodore de Bry, que pode ser visto na mostra.
| Pedro Carrilho – jan.11/Folhapress | ||
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| Paisagem de porção argentina da Patagônia, região ao sul do continente americano |
Além dos mitos surgidos das crônicas dos navegantes, a exposição também traz trabalhos antropológicos, como fotografias do etnógrafo e missionário chileno Martín Gusine (1886-1969), que percorreu a Terra do Fogo entre 1918 e 1924.
Entre as imagens de Gusine expostas estão as que registram a cerimônia do Hain, um ritual masculino de iniciação raramente fotografado.
A mostra permanece em cartaz até 13 de maio.
DA FRANCE PRESSE