Major diz que PM morta em chacina foi convidada a roubar caixas

Escola onde o filho do casal estudava amanheceu com pichações Foto: Futura Press

Escola onde o filho do casal estudava amanheceu com pichações
Foto: Futura Press

O deputado estadual e major da Polícia Militar Olímpio Gomes (PDT) afirmou que a cabo Andreia Regina Bovo Pesseghini, morta na madrugada do último dia 5 de agosto na Vila Brasilândia, zona norte de São Paulo, havia sido convidada por colegas da corporação para participar de furtos a caixas eletrônicos. Segundo o major, Andreia denunciou os policiais envolvidos.

Apesar disso, a tese de vingança não é a principal linha de investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), já que a suspeita é de que o filho Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos, teria matado a mãe, Andreia, o pai, Luiz Marcelo Pesseghini, membro da Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota), a avó Benedita e a tia-avó Bernadete.

Além disso, na semana passada, o tenente-coronel da PM Wagner Dimas afirmou que a policial havia denunciado um esquema de roubos a caixas eletrônicos feito por membros do 18° Batalhão da Polícia Militar, situado na zona norte da capital paulista, onde Andreia trabalhava. O deputado afirmou ainda que Dimas foi pressionado a “desdizer” o que havia falado sobre as denúncias e por isso recuou e negou as informações.

“Eu recebi de policiais da própria zona norte que eu conheço que estavam indignados com os escrachos a que foram submetidos o coronel Dimas e disseram que a cabo Andreia foi convidada para participar por colegas de furtos em caixas eletrônicos”, disse o deputado estadual. Após receber as informações dos policiais, o major disse ter repassado o caso ao corregedor Rui Conegundes, da PM, que deve apurar as informações. A denúncia feita por Andreia aconteceu no início de 2012.

Segundo informações do DHPP, os laudos periciais das mortes devem ficar prontos apenas na próxima semana. Enquanto isso, o delegado Itagiba Franco deverá ouvir mais duas testemunhas na tarde desta quarta-feira.

Chacina de família desafia polícia em São Paulo
Cinco pessoas da mesma família foram encontradas mortas na noite de segunda-feira, dia 5 de agosto, dentro da casa onde moravam, na Brasilândia, zona norte de São Paulo. Entre os mortos, estavam dois policiais militares – o sargento Luis Marcelo Pesseghini, 40 anos, e a mulher dele, a cabo de Andreia Regina Bovo Pesseghini, 35 anos. O filho do casal, Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos, também foi encontrado morto, assim como a mãe de Andreia, Benedita Oliveira Bovo, 65 anos, e a irmã de Benedita, Bernardete Oliveira da Silva, 55 anos.

A investigação descartou que o crime tenha sido um ataque de criminosos aos dois PMs e passou a considerar a hipótese de uma tragédia familiar: o garoto teria atirado nos pais, na avó e na tia-avó e cometido suicídio. A teoria foi reforçada pelas imagens das câmeras de segurança da escola onde Marcelo estudava: o adolescente teria matado a família entre a noite de domingo e as primeiras horas de segunda-feira, ido até a escola com o carro da mãe, passado a noite no veículo, assistido à aula na manhã de segunda e se matado ao retornar para casa.

Os vídeos gravados pelas câmeras mostraram o carro de Andreia sendo estacionado em frente ao colégio por volta da 1h15 da madrugada de segunda-feira. Porém, a pessoa que estava dentro do veículo só desembarcou às 6h30 da manhã. O indivíduo usava uma mochila e tinha altura compatível à do menino: ele saiu do carro e caminhou em direção à escola.

9 de agosto - Casa onde ocorreu a chacina foi pichada por desconhecidos: "Que a verdade seja dita" Foto: Renato Ribeiro Silva / Futura Press

9 de agosto – Casa onde ocorreu a chacina foi pichada por desconhecidos: “Que a verdade seja dita”
Foto: Renato Ribeiro Silva / Futura Press

Fonte: Terra




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Por Joel Morais