Homenagens marcam elevação do Amazonas à categoria de província

Homenagens póstumas Tenreiro Aranha Amazonas (Foto: Adneison Severiano G1/AM)Homenagens póstumas à Tenreiro Aranha Amazonas ocorreram em frente a monumento na Praça da Saudade (Foto: Adneison Severiano G1/AM)

Na manhã desta quarta-feira (5), feriado estadual referente à elevação do Amazonas à Categoria de Província, foram realizadas homenagens póstumas a Tenreiro Aranha, precursor do processo de emancipação política do Estado. A cerimônia ocorreu no monumento de Tenreiro Aranha, na Praça da Saudade, Centro de Manaus.

As homenagens contaram com a participação de membros do Exército, Marinha e Aeronáutica, Polícia Militar e da Guarda Municipal de Manaus, além da presença do grupo de escoteiro Tamandaré. Na ocasião, o novo titular da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Rossiele Soares Silva, ressaltou a necessidade do povo amazonense relembrar a própria origem e história.

Banda da Polícia Militar do Amazonas (Foto: Adneison Severiano G1/AM)Banda da Polícia Militar executou o hino do Amazonas durante cerimônia (Foto: Adneison Severiano G1/AM)

Da subordinação à autonomia
De acordo com historiador Raimundo Pontes Filho, antes da conquista da autonomia política em 1850, o Amazonas, na época capitania do Rio Negro, era subordinado ao Grão-Pará, o qual possuía interesses comerciais pela região, dificultando um processo que poderia ter ocorrido décadas antes.

“Por volta de 1822, logo após a Independência do Brasil, houve um ato comunicando as comarcas que tivessem interesse em se tornar províncias remetessem suas cartas, mas as nossas não chegavam porque ficavam retidas no Pará. Não havia interesse do Grão-Pará de reconhecer a autonomia da capitania do Rio Negro”, contou o historiador.

Tenreiro Aranha foi um dos principais apoiadores para elevar o Amazonas à categoria de Província (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)Tenreiro Aranha foi um dos principais apoiadores para elevar o Amazonas à categoria de Província (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Porém, as manifestações em favor da autonomia da capitania do Rio Negro começavam a surgir devido aos poucos investimentos do Grão-Pará na região. Segundo o historiador, a campanha ganhava entre os próprios paraenses.  Muita gente manifestava a favor e o mais enfático deles era Tenreiro Aranha, propondo que essa elevação seria uma condição para a emancipação não só política, mas, também, para uma melhor condição do desenvolvimento local”, enfatizou o historiador.

O estudioso frisou que o verdadeiro significado do dia 5 de setembro, que consiste na busca pelo desenvolvimento local, ainda não foi plenamente alcançado. “Nesse sentido, o 5 de setembro ainda não acabou, porque ainda estamos buscando a nossa liberdade econômica. O Amazonas vive em um modelo de sobressaltos,  que é a Zona Franca de Manaus. A qualquer momento ele pode ser acuado e sofrer riscos, por isso ainda estamos em busca dessa efetiva libertação”, avaliou Raimundo Pontes Filho.

Fonte: Do G1 AM




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Por Joel Morais