Com luxo e paradinhas na bateria, escolas fecham desfiles na Série A

Scheila Carvalho desfila à frente da bateria da Paraíso de Tuiuti (Foto: Alexandre Durão/G1)

Scheila Carvalho desfila à frente da bateria da Paraíso de Tuiuti (Foto: Alexandre Durão/G1)

Com  alegorias aliando luxo e simplicidade, a União de Jacarepaguá abriu o último dia desfiles das escolas da série A neste sábado (9). A agremiação contou a história do município de Vassouras, que já foi conhecida como “Princesinha do café”. A bateria veio fantasiada de rei do quilombo, para destacar a força dos negros africanos. Quem chamou atenção do público foi a passista Rose Bombom, que apareceu com o corpo todo pintado no Sambódromo.

Por volta das 22h, a Paraíso do Tuiuti foi a segunda a entrar na Marquês de Sapucaí, com o enredo homenageando Chico Anysio. As alas reproduziam seus personagens, como o Professor Raimundo e Bento Carneiro, o vampiro brasileiro. O desfile foi marcado pela emoção, com a presença de familiares do humoristas. A Paraíso teve ainda um duelo de musas, com a ex-BBB Mayra Cardi à frente da bateria e a ex-dançarina Scheila Carvalho como destaque de chão.

Reeditando o enredo da Portela de 1981, a Tradição cantou as maravilhas do mar, fazendo as arquibancadas repetirem o refrão do samba “E lá vou eu, pela imensidão do mar”. A comissão de frente representou o movimento do balanço das águas. Prestes a começar o desfile, o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Diego Nascimento e Natália Pereira, viveram momentos de tensão, com o atraso da chegada da fantasia. Diego chorou enquanto colegas da escola tentavam prender o esplendor e consolar o destaque.

Quitéria Chagas, rainha de bateria do Império Serrano (Foto: Alexandre Durão / G1)

Quitéria Chagas, rainha de bateria do Império Serrano (Foto: Alexandre Durão / G1)

Um das mais tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro, a Império Serrano foi a quarta escola a desfilar. Com o enredo sobre a cidade de Caxambu, a agremiação deixou a Sapucaí sob aplausos e aos gritos de “É campeã”! O principal destaque foi a bateria que empolgou com as famosas paradinhas. À frente dos ritmistas, Quitéria Chagas esbanjou charme e samba no pé ao reverenciar os súditos.

Com o enredo “Teimosias da imaginação”, a Acadêmicos do Cubango mostrou os artistas que têm suas obras consagradas, mas ainda não “são muitos conhecidos nacionalmente”. Foram celebrados na avenida escultores, ilustradores, cordelistas, xilogravuristas, grafiteiros, entre outros. A verde e branco de Niterói levou para a Sapucaí citações a artistas como Murilo Albuquerque, Candida dos Santos, Marcelo Brant e Mirtes Rufino. A agremiação foi a quinta a cruzar a Passarela do Samba.

Sexta escola a se apresentar no Sambódromo, a Sereno de Campo Grande levou o tema paz e religião para a avenida. Durante o desfile, um buraco se abriu no retorno da bateria, prejudicando a apresentação da escola, que pode perder pontos no quesito evolução. Outro problema foi a falta de iluminação em alguns carros alegóricos. Segundo a agremiação, a empresa fornecedora do material não entregou o pedido e foi preciso mudar a concepção das alegoria na última hora.

Bateria da Império da Tijuca fez diversas "paradinhas" durante o desfile (Foto: Alexandre Durão/G1)

Bateria da Império da Tijuca fez diversas “paradinhas” durante o desfile (Foto: Alexandre Durão/G1)

A Império da Tijuca impressionou com o luxo nas fantasias. Com o enredo “Negra, Pérola Mulher”, a comissão de frente, formada apenas por mulheres negras representando guerreiras africanas, agradou pela coreografia, maquiagem e fantasias caprichadas, que incluíam coroas cravejadas de strass. Cada fantasia tinha 400 plumas, mais 60 plumas de faisão na cabeça e 40 na asa.

Oitava escola a desfilar no segundo dia da Série A, a Caprichosos de Pilares empolgou o público nas arquibancadas ao falar sobre fanatismo. A comissão de frente, criada pelo coreógrafo e dançarino Hélio Bejani, foi a grande atração do desfile, com seus truques de ilusionismo. Com vestido curto prateado, uma passista foi carregada pela avenida e sambou com empolgação em meio a coreografias e truques de ilusionismo.

Passista da Caprichosos de Pilares faz pose e sorri depois de 'reaparecer' após mágica (Foto: Alexandre Durão/G1)

Passista da Caprichosos de Pilares faz pose e sorri depois de ‘reaparecer’ após mágica (Foto: Alexandre Durão/G1)

Já a Unidos de Padre Miguel adentrou a Marquês de Sapucaí debaixo de chuva. Mas nem os grossos pingos que caíram nos primeiros minutos do desfile foram suficientes para aplacar os ânimos dos integrantes da escola de samba da Zona Oeste. Com o enredo “O reencontro entre o Céu e a Terra no Reino de Alafin Oyó”, a nona escola a atravessar o Sambódromo buscou promover um mistura espiritual entre os orixás da mitologia africana e os seres humanos, para propiciar um mundo de equilíbrio e harmonia. O carnavalesco Edson Pereira, estreante na escola, apostou na diversidade de cores ao longo das 24 alas, com quatro carros alegóricos, recheados de temas africanos.

Última escola do segundo dia de desfiles da Série A do carnaval carioca, a Renascer de Jacarepaguá entrou na Sapucaí pedindo a preservação da flora e da fauna cariocas. Inspirado na animação “Rio”, o enredo “Rio, uma viagem alucinante” também alertou para problemas ambientais importantes, como o contrabando de pássaros e de outros animais. Um dos pontos altos do desfile foi o show de cores utilizadas para representar a diversidade natural da Cidade Maravilhosa.

Fonte: Do G1 Rio




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Por Joel Morais